Número representa 600 mil postos de trabalhos a mais do que em 2011.
Esses trabalhadores receberam R$ 150,1 bilhões em salários.
Em 2012, 1,613 milhão de empresas comerciais brasileiras ocuparam 10,2 milhões de pessoas, representando 600 mil postos de trabalhos a mais do que em 2011, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira.
Esses trabalhadores receberam R$ 150,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações e geraram R$ 2,4 trilhões em receita operacional líquida (deduzidos impostos, contribuições, vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais).
Entre os setores analisados, o comércio varejista registrou índices superiores aos do atacado e aos do setor de veículos automotores, peças e motocicletas, exceto quanto à receita. Na comparação com 2011, a estrutura da receita operacional líquida permaneceu inalterada nos três setores: o comércio por atacado (43,8%) superou o varejista (42,9%) e o setor de veículos, peças e motocicletas (13,4%). Em 2011, os percentuais haviam sido semelhantes (43,5%, 41,8% e 14,6%, respectivamente).
Já em relação ao pessoal ocupado (7,537 milhões ou 73,7% do total), ao número de empresas (1,286 milhões ou 79,7%), ao número de unidades locais (1,372 milhões ou 79,3% do total) e aos salários, retiradas e outras remunerações (R$ 94,1 bilhões ou 62,4%), o segmento varejista ficou acima dos demais.
As maiores receitas operacionais líquidas vieram de empresas que ocuparam 500 pessoas ou mais (R$ 771,9 bilhões ou 31,6%), seguidas pelas empresas com até 19 pessoas (R$ 679,0 bilhões ou 27,8%). Estas últimas foram as que pagaram o maior montante da massa salarial (60,938 bilhões ou 40,4%), pois concentram a maior parte dos ocupados (5,578 milhões ou 54,6%) e do número de empresas (1,556 milhões ou 96,5%).
Fonte: G1, 02 de outubro de 2014; fetraconspar.org.br