Inflação no país anualizada superou os 60% em agosto.
Presidente diz que há 'guerra econômica' por inimigos do governo socialista.
 

O presidente da VenezuelaNicolás Maduro, anunciou na segunda-feira (3) um aumento de 15% no salário mínimo a partir de dezembro para proteger os trabalhadores da inflação de mais de 60%.

Maduro diz que o aumento dos preços ao consumidor é consequência de uma "guerra econômica" lançada por inimigos de seu governo socialista, frequentemente acusando empresários de manipularem os preços e de especulação.
 

Críticos, porém, afirmam que o problema da inflação endêmica na Venezuela é uma prova do fracasso dos 15 anos de economia socialista sob os governos de Maduro e de seu antecessor,Hugo Chávez, morto em 2013.
 

O problema da Venezuela com a inflação é antigo, também superando a casa dos 60% na década de 1990, antes da chegada de Chávez ao poder, de acordo com dados do FMI.
 

"Decidi aceitar esta proposta, da parte dos trabalhadores, e decretar um aumento de 15% no salário mínimo a partir de 1º de dezembro", disse Maduro durante evento com trabalhadores, transmitido pela televisão.
 

Maduro disse que o aumento acumulado para 2014 – após uma alta de 30% em maio e de 10% em janeiro – vai compensar a inflação causada pela campanha "criminosa" contra ele. Segundo a agência oficial de notícias de Venezuela, o aumento do salário mínimo acumulado no ano chega a 68,28%.
 

O reajuste previsto para dezembro colocará o salário mínimo da Venezuela em 4.889 bolívares. O valor é equivalente a US$ 776 na taxa oficial de câmbio de 6,3 bolívares por dólar, mas representa apenas US$ 49 a uma taxa de câmbio do mercado negro oferecida em sites ilegais.
 

De acordo com os últimos dados disponíveis, a taxa de inflação anualizada da Venezuela atingiu 63,4% em agosto, com os preços ao consumidor subindo 3,9% naquele mês, segundo o Banco Central.



Fonte: G1, 05 de novembro de 2014; fetraconspar.org.br