O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, encaminhou nesta segunda-feira (1º) à Assembleia Legislativa projeto de lei que aumenta em até 11,75% o salário mínimo estadual. No Estado, há dois pisos. Se aprovado o projeto do Executivo, o valor mínimo pago para empregados domésticos, motoboys e cobradores de ônibus, entre outros, será de R$ 905, aumento de 11,75%. A segunda faixa, que inclui trabalhadores de serviços de higiene e saúde, agentes técnicos em vendas e representantes comerciais e técnicos em eletrônica, por exemplo, terá reajuste de 10%, para R$ 920. Atualmente, o piso paulista em vigor é dividido em três faixas com valores de R$ 810, R$ 820 e R$ 835. A estimativa do governo do Estado é que cerca de 8 milhões de pessoas sejam beneficiadas com o novo piso salarial. REGIME DE URGÊNCIA "Estamos mandando para Assembleia Legislativa em regime de urgência, e a partir de 1º de janeiro já entra em vigência. É um reconhecimento de São Paulo, terra de trabalhadores, terra de oportunidades. E isso também ajuda a economia. As conquistas dos trabalhadores refletem em toda a sociedade", afirmou o governador, em nota. No país, o piso mínimo nacional atual é de R$ 724. Em agosto, o governo federal entregou ao Congresso projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) que prevê que o salário mínimo de 2015 seja reajustado para R$ 788,06, alta de 8,8%.
Fonte: Bem Paraná, 03 de dezembro de 2014; fetraconspar.org.br