O presidente do Sindimetal, Valter Orsi, aponta como prioridade para o resgaste da competitividade da indústria a redução da carga tributária. Para ele, a eficiência do setor público e a redução de custos – a fim de gerar infraestrutura, empregos e impostos - também são essenciais. "Mais uma vez a carga tributária vai bater recordes, quem vai perder é o trabalhador, que perde o emprego. O empresariado vai buscar mais eficiência, melhorar processos de fabricação, mas a gente vê o governo não fazendo nada", reclama. 


Orsi reafirma que a construção de uma economia forte tem que passar pela industrialização, setor de alto valor agregado. "Os empresários têm que, mais uma vez, buscar as melhores alternativas e, infelizmente, isso passa pela diminuição de empregos", declara. 

Nelson Poliseli, presidente do Sindicato das Indústrias Moveleiras de Arapongas e região (Sima), estima uma queda de 5% na produção regional de móveis e de até 10% no lucro das empresas do setor. Segundo ele, concorrência, alta carga tributária e o endividamento das famílias motivaram a situação. "Para 2015, a gente está preocupado, mas hoje, no momento, a gente não prevê demissões", afirma. (C.F.)

 

 

Fonte: Folha de Londrina, 14 de janeiro de 2015; fetraconspar.org.br