O Brasil é sexto entre 13 países em valores gastos com educação, mas é penúltimo entre dez na disseminação da educação e décimo entre 12 na qualidade da educação, conforme o ranking de competitividade de 15 nações da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Economistas ouvidos pela FOLHA apontam que a má aplicação dos recursos é diretamente ligada a outros dois quesitos analisados no estudo, que são a baixa produtividade e os baixos salários.
O Brasil é sexto entre 13 países em valores gastos com educação, mas é penúltimo entre dez na disseminação da educação e décimo entre 12 na qualidade da educação, conforme o ranking de competitividade de 15 nações da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Economistas ouvidos pela FOLHA apontam que a má aplicação dos recursos é diretamente ligada a outros dois quesitos analisados no estudo, que são a baixa produtividade e os baixos salários.
O economista Luciano D’Agostini afirma que o Brasil está entre os que mais investe em educação entre os pares, mas não vê resultado. "Não há incentivos para se formatar um corpo docente qualificado. Como fazer uma reforma educacional é a pergunta que se deve responder", diz. "Talvez estejamos gastando somente em ensino superior, mas ainda pouco nos ensinos médio e básico", completa o economista Ronaldo Antunes.
Antunes afirma que a disponibilidade e o custo de mão de obra, único fator em que o Brasil se encontra entre os cinco primeiros em relação às nações analisadas, está ligado ao baixo nível educacional do trabalhador. Segundo a CNI, o Brasil tem o quarto menor salário da indústria manufatureira, com US$ 3,70 por hora de trabalho, o que aumenta a competitividade sobre África do Sul (US$ 7,60) ou Austrália (US$ 31,30). Ao mesmo tempo, os brasileiros têm a terceira pior produtividade per capita no setor, com US$ 31 mil, bem abaixo dos sul-africanos (US$ 46 mil) ou dos australianos (US$ 133 mil). "A mão de obra pouco produtiva anula qualquer vantagem competitiva", diz Antunes. (F.G.)
Fonte: Folha de Londrina, 20 de janeiro de 2015; fetraconspar.org.br
O economista Luciano D’Agostini afirma que o Brasil está entre os que mais investe em educação entre os pares, mas não vê resultado. "Não há incentivos para se formatar um corpo docente qualificado. Como fazer uma reforma educacional é a pergunta que se deve responder", diz. "Talvez estejamos gastando somente em ensino superior, mas ainda pouco nos ensinos médio e básico", completa o economista Ronaldo Antunes.
Antunes afirma que a disponibilidade e o custo de mão de obra, único fator em que o Brasil se encontra entre os cinco primeiros em relação às nações analisadas, está ligado ao baixo nível educacional do trabalhador. Segundo a CNI, o Brasil tem o quarto menor salário da indústria manufatureira, com US$ 3,70 por hora de trabalho, o que aumenta a competitividade sobre África do Sul (US$ 7,60) ou Austrália (US$ 31,30). Ao mesmo tempo, os brasileiros têm a terceira pior produtividade per capita no setor, com US$ 31 mil, bem abaixo dos sul-africanos (US$ 46 mil) ou dos australianos (US$ 133 mil). "A mão de obra pouco produtiva anula qualquer vantagem competitiva", diz Antunes. (F.G.)
Fonte: Folha de Londrina, 20 de janeiro de 2015
Fonte: fetraconspar.org.br