Mesmo que a maioria espere por um ano menos próspero em 2015 do que foi 2014, 70% dos brasileiros se dizem felizes e apenas 9% estão infelizes, segundo o Barômetro Global de Otimismo do Ibope Inteligência. É, porém, o menor índice desde os 81% de 2012, ainda que o aumento significativo seja de pessoas que não se consideram "nem lá e nem cá", que passou de 10% em 2011 para 20% no ano passado.
O professor de economia Sidnei Pereira do Nascimento, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), diz que a formação de expectativas que a pessoa espera para si e para os outros é diferente. "A pessoa tem esperança e age por ela, mas não vê mudança no País como um todo."
O diretor executivo do Instituto Datacenso, Claudio Shimoyama, diz que, mesmo em dificuldade, o brasileiro, assim como o latino-americano, tem um perfil mais voltado a estar feliz. "Mesmo com vergonha pela corrupção ou com a crise econômica, a pessoa deixa isso de lado. Felicidade é coisa de momento, de fazer um churrasco, de tomar uma cervejinha, de manter o entusiasmo pela vida." (F.G.)
Fonte: Folha de Londrina, 26 de janeiro de 2015; fetraconspar.org.br