De acordo com Paulo Sérgio Almeida, presidente do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), o crescimento no contingente de trabalhadores estrangeiros no mercado formal brasileiro apresentado no Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (Rais/MTE) está vinculado à migração qualificada. "Mas existe uma migração espontânea de pessoas que ingressam no País e só então obtêm os documentos." Este é o caso de refugiados, a quem a legislação brasileira permite acolher e ceder documentos provisórios de trabalho. "Há um mercado aberto a estes profissionais. Alguns setores têm dificuldades de contratar brasileiros e então contratam estrangeiros." 


Conforme Almeida, o Estado do Paraná teve o segundo maior saldo de contratações de haitianos em 2014, quando 1.504 trabalhadores desta nacionalidade permaneceram no mercado de trabalho formal do Estado. O primeiro lugar ficou com Santa Catarina, que obteve saldo de 2.334 haitianos, e em terceiro está Rio Grande do Sul, com 885 trabalhadores haitianos.


Fonte: Folha de Londrina, 23 de março de 2015


Fonte: fetraconspar.org.br