Com a piora da atividade econômica, o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) revisou a projeção de retração no setor, indicando queda de 7% ante os 5,5% previstos anteriormente e corte de 480 mil vagas neste ano. O corte de investimento dos governos federal, estadual e municipal afetaram o setor, que reduziu o ritmo das obras. Os gastos com reforma e construção feita de forma mais informal também estão em ritmo mais lento, de acordo com dados do varejo de materiais de construção, que mostra queda no faturamento real (descontada a inflação). O baixo nível de vendas e lançamentos no segmento de edificações tem se somado "à quase paralisia das obras de infraestrutura, com efeitos negativos sobre a rentabilidade das empresas", destaca a entidade. Segundo o presidente do sindicato, José Romeu Ferraz Neto, a indústria da construção está sofrendo diretamente os efeitos da crise econômica, que por sua vez está sendo alimentada pela crise política. Entre os fatores apontados para piora da economia estão a elevação dos juros, a alta da inflação e o aumento das demissões. "O que se espera do governo são ações que inspirem gradualmente a retomada da confiança", diz o executivo, ao se referir às medidas necessárias para retomar a rota de crescimento do país. "Perseverar no diálogo com o Congresso, ajustar despesas sem elevar os tributos, cuidar do crédito à produção e lançar a fase 3 do Programa Minha Casa, Minha Vida são algumas dessas ações necessárias." De janeiro a junho deste ano, foram fechados 157,2 mil empregos na construção brasileira em relação a dezembro de 2014, o que representou uma queda de 10,8%, segundo o sindicato. Os setores mais afetados foram infraestrutura e imobiliário. Para 2015, a estimativa é de que a indústria da construção feche 480 mil empregos em relação a dezembro de 2014 -redução de 14,3%.
Fonte: Bem Paraná, 06 de agosto de 2015; fetraconspar.org.br