Não basta contribuir o tempo necessário para se aposentar. O processo de aposentadoria requer planejamento. Quem alerta é Natal Leo, presidente do Sindiap (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) da UGT (União Geral dos Trabalhadores).
“É ilusão achar que se aposenta e recebe o valor de face do holerite. Isso não acontece, porque o benefício se baseia numa média e também acaba rebaixado pelo Fator Previdenciário”, explica. Para Natal, a orientação especializada faz a diferença.
Ele recomenda ao trabalhador que começa a contar tempo de aposentadoria a procurar o Sindicato ou alguma Associação. O site da Previdência e o telefone 135, ligação grátis, ajudam, mas são insuficientes para tirar todas as dúvidas ou mesmo encaminhar o processo.
Sócio - Associado contribui com 0,5% do benefício. A assistência jurídica, geralmente, é por advogados das próprias entidades filiadas à Central. Em casos específicos – causas maiores ou demandas complexas – o Sindicato dos Aposentados mobiliza escritório especializado.
Natal aponta duas frentes de ação. “Estamos organizando Sindicatos estaduais, com CNPJ e autonomia administrativa, e vamos formar mais monitores, pra atender demandas e ajudar a formar outros dirigentes”, adianta.
Cuidado - As ações judiciais mais frequentes são as revisionais. Mas a pessoa interessada deve fugir de propostas mirabolantes. “Tem muita tapeação na praça. Por isso, vale sempre procurar um Sindicato, uma Associação ou um advogado de confiança”, arremata.
Site - A página da Previdência (www.mtps.gov.br) traz, no rodapé, a seção "Perguntas mais Frequentes". Quem ligar para o 135 deve ter em mãos número do CPF e do PIS/Pasep.
Fonte: Agência Sindical 24 de junho de 2016; fetraconspar.org.br