"O que buscávamos com o TPP era abrir novos mercados, principalmente na Ásia. Ao saírem, os EUA deixaram os restantes países para trás. Assim, por exemplo, o Japão declarou que tal tratado não vale a pena sem os EUA", assinala Carpio.
 

Dorotea López, professora de economia do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade do Chile, falou sobre eventuais consequências que a decisão de Trump poderá provocar.
 

Segundo ela, elas "são mais de caráter político". López acrescenta que o Chile possui acordos com a maioria dos países e que as garantias do TPP não eram "significativas em termos econômicos".
 

De acordo com López, a decisão "fez desperdiçar a maior parte do capital político que o Chile investiu no TPP ao considerá-lo como um acordo do século. O Chile é o melhor aluno em termos de política comercial neoliberal".
 

"Neste sentido foi uma grande perda", opina López. No entanto, ela ressalta que o Chile, que é o principal exportador de cobre, vai beneficiar-se, com o decorrer do tempo, caso as promessas de Trump de reavivar a economia norte-americana através da construção sejam cumpridas.
 

"Não vale a pena se apressar. A incerteza é uma característica que define o presidente dos EUA, ainda não foi dito nada de concreto", sublinha.
 

Segundo López, "o tratado de livre comércio não necessariamente será uma questão preocupante para Trump".
 

Ao mesmo tempo, a professora chilena chama atenção para o discurso do presidente chinês, Xi Jinping, proferido em Davos, que se pronunciou a favor do livre comércio.
 

Sendo que o Chile depende da China, é possível que a última "fortaleça suas posições" na América do Sul, conclui López.




Fonte: Vermelho , 25 de janeiro de 2017fetraconspar.org.br