A Nova Central debaterá em Brasília as reformas da Previdência e a trabalhista. José Calixto Ramos, presidente da entidade, mostra preocupação: “É preciso ver em que medida as duas reformas não embutem e mascaram medidas que atingem os trabalhadores e a organização sindical”.
A plenária reunirá presidentes nos Estados, a diretoria nacional e técnicos. Calixto afirma: “A direção nacional tem posição formada. Mas precisamos ouvir os representantes estaduais. Nossa recomendação é que sejam ouvidos, sempre, os Sindicatos, porque o dirigente da entidade de base tem contato direto com os representados”.
O dirigente avalia que o governo dificilmente recuará nas propostas. “Isso significa que teremos de negociar com o Congresso, apresentar emendas, trabalhar para a retirada de pontos que prejudicam trabalhadores e aposentados”, diz.

Dirigentes da Nova Central se reúnem em Brasília para debater as reformas neoliberais do governo Temer
Calixto não vê aspectos positivos nas reformas da Previdência e trabalhista. “Com sinceridade, nada há que se possa aplaudir, pois tudo mexe com a CLT e com o trabalhador”, observa. Ele pondera que a flexibilização da jornada, prevista na reforma trabalhista, terá rebatimento na contagem de tempo para aposentadoria. “Ficaria ainda mais difícil computar tempo de contribuição”, alerta.
O governo tem deslocado seu ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para encontros com Centrais. Porém, o impasse persiste. “Nosso relacionamento é bom e respeitoso, mas o ministro está cônscio de que os projetos do governo vão salvar a lavoura”, afirma Calixto.
Fonte: Ag~encia Sindical, 08 de fevereiro de 2017; fetraconspar.org.br